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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Retrospectiva Musical 2009


Esse ano que está terminando trouxe muito assunto para quem gosta de música: shows internacionais, revelações, despedidas, rolou de tudo. Como a variedade de assuntos é muito grande, escolhi algumas pessoas que representam bem o ano de 2009, seja pelo sucesso que alcançaram, pela falta que farão, e até pela vontade de nunca mais ouvir falar.

Susan Boyle











Susan Boyle foi a maior surpresa da música em 2009. Ela se tornou um sucesso mundial depois que seu vídeo foi assistido por milhares de pessoas no YouTube. Ela apareceu na TV pela primeira vez no Britain's Got Talent, programa de calouros britânico. Susan não era muito levada a sério até que abriu a boca e soltou o vozeirão.


Michael Jackson












Todos que cresceram ouvindo os seus sucessos nos anos 80 e 90 podem afirmar que Michael era uma unanimidade. Ele foi um artista completo - dançarino, compositor e ótimo cantor - e conquistou seu espaço desde criança com os irmãos no Jackson Five. Em carreira solo, já no primeiro disco, mostrou que seria uma grande estrela. Apesar de todas as polêmicas e processos, 2009 foi o ano em que o mundo andou para trás, dando um moonwalker eterno.


Madonna











Em 2009, Madonna encontrou Jesus.


Oasis












Em mais um jeito de parafrasear os Beatles, The Dream is Over. Restará a lembrança do show que vi esse ano, da meio caidinha apresentação no Rock in Rio e do fantástico concerto de 1998. 


Maria Gadú
















No Brasil, depois de um ano em que tivemos que aturar chubarubas, as coisas melhoraram um pouco para a MPB. Documentário sobre o Simonal, uma certa valorização do samba de raiz, Diogo Nogueira e Céu chamaram atenção  com suas músicas nesse ano que se acaba. Mas a grande revelação foi Maria Gadú. Nova queridinha dos globais, ela se tornou uma grande arroz de festa. Aparentemente, seu sucesso tem boas bases e o vozeirão da paulista devem garantir um 2010 de mais shows repletos de fãs empolgados.













Destaco também uma banda formidável. A Formidável Família Musical foi o meu hit do ano. Vi apenas um show deles no NorteShopping, mas pude entrevistar o Damm, vocalista da FFM cheio de melodias e idéias na cabeça.

Já agora no final do ano, por causa do campeonato do Flamengo, o grande sucesso foi o monossilábico (e imbecil) Funk do Pet, grande letra e música do MC K9. Se você ainda não conhece essa desgraça, confira o que ele gravou para o site do Sidney Rezende.

Espero que 2010 seja um ano bom e cheio de música para todos!



sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Música!!!








Tudo começou bem cedo. Fica até difícil definir como uma coisa dessa entra na sua vida. Você vai conhecendo, aos poucos tudo vai fazendo um sentido diferente e, quando menos se espera, você não vive sem ela.

A dependência começa afetando diretamente o cérebro, o corpo, os movimentos e o jeito de pensar.

A Música tomou conta da minha vida desde a infância. Lembro de como eu ficava feliz e empolgado quando ouvia as músicas do Queen e do A-Ha, sucessos absolutos da fase inicial da minha vida.

Depois, mais perto da adolescência, eu gostava muito de Dance Music e digo isso com certa vergonha agora. Mas, sem que eu percebesse o Rock foi tomando seu espaço.

E, já que eu estava começando a gostar mais de Rock, nada mais propício do que aprender um instrumento. Tive que aprender bateria por insistência do amigo Diogo. Foi uma época de muito Britpop, Oasis, Blur, Beatles, Radiohead etc.

Mas, como já disse antes, é um caminho sem volta. Do Rock vai para o Blues e aí Jazz, Bossa Nova, MPB, Samba...

Não me corrijo mais. Vou passar o resto da vida colecionando música, cd, vinil, mp3, ouvindo em tudo que é canto. No computador, em casa, no trabalho, no celular, não há lugar que sobreviva sem música.

Ela é mais do que um adorno dos dias que passo. Ela significa parte inseparável da minha vida.





segunda-feira, 10 de março de 2008

Música

Se alguém pedir para eu explicar o que é música, serei obrigado a voltar um pouco no tempo. A minha relação com a música é longa. Tenho 25 anos, mas, desde os cinco de idade, eu tinha como obrigação ver clipes diariamente. Sempre antes de ir à escola, eu sentava pra ver A-Ha e Queen. Take on Me e Radio Ga Ga foram os sons da minha infância. Outra lembrança que me vem à cabeça é uma apresentação, na época do Jardim II, em que a turma fazia uma coreografia de dança para as meninas e de guitarristas para os meninos. Nossa, eu viajei naquele dia. Solos inspiradíssimos na guitarra de papelão. Tenho certeza de que eu ganharia qualquer concurso de Air Guitar.

Depois, eu sei que não havia uma trilha sonora para a minha infância, mas, com a chegada da adolescência, a suposta necessidade de afirmação fez com que eu deixasse de gostar de Dance Music e passasse a gostar, ou voltar a gostar, de rock. Por sorte, a metade da década de 90 foi recheada de bandas inovadoras. Perdi o auge do Nirvana. Acabei comprando algumas coisas, mas só comecei a gostar depois do suicídio do Kurt. Eu estava mais interessado em um som mais ensolarado, mais alegre do que o clima de Seattle. Nos anos de 1994 e 1995 bastava ligar o som na Rádio Cidade para ouvir Basketcase, She e When I Come Around. Eu telefonava todo dia, várias vezes para pedir as músicas do Green Day.

A MTV, em seus primeiros anos, era muito mais dedicada a primeira letra de sua sigla. Muitos clipes, programação diversificada e segmentada e horários sérios. Essa combinação preenchia o que eu queria naquela época. Por volta dos treze anos eu só queria ver clipes, assistir às maluquices do Cazé no Teleguiado, descobrir bandas novas no Lado B e ver a Sabrina de biquíni dos programas gravados nas praias.

Eu estava aprendendo na marra a tocar bateria. Já gostava, por causa do grande amigo Diogo, a gostar mais de Oasis do que de Green Day. Eu, ele e o baixista Caio íamos ensaiar nossas versões de músicas que, pelo menos para nós três, eram clássicos. A gente tentava tocar Oasis, Verve e depois ia jogar bola no play do prédio do Diogo. Resolvi sair da Fire in the Sky porque não estava indo bem no colégio. Rock’n’ Roll tem um pouco disso. Primeiro é rebeldia, faz você o centro das atenções e preocupações. Depois vira coisa de nostálgico. Quem olhar minha mesa do computador verá meus vinis, mesmo que eu não tenha como convertê-los em mp3.

Além disso, bem atrás dessa mesa estão os meus duzentos e poucos cd’s. que eu não abro mão. Quero ver quem vai me convencer que baixar música na Internet substitui o prazer de comprar um álbum e ficar vendo encarte, letras. Já na faculdade, eu fui chamado por um amigo em comum do Rostan, ex-vizinho e vocalista de outra banda cover da qual participei, a Acquiesce, a tocar na Tioyama. Entrei, fiz uma letra, tentei mudar o nome da banda e não consegui. Acabei saindo no meio das gravações do cd demo. Não estava gostando de gravar e estava um pouco frustrado de tanto perder domingos de praia para poder ensaiar no bairro do Rio Comprido.

Por último, gostaria de falar apenas alguns shows que fui. Oasis, Rock in Rio III nos dias 14 e 21, Bush, Mamonas Assassinas, Barão Vermelho, Nando Reis, Skank, Capital Inicial, Jota Quest, Fat Boy Slim, Eric Clapton, Marisa Monte, Frejat, Brittos, Pearl Jam, Anna Carolina e Totonho Villeroy, Bad Religion, Paralamas do Sucesso, Alanis Morissette e por aí vai.


Discos essenciais: Costello Music dos Fratellis, Morning Glory e The Masterplan do Oasis, The Bends e Ok Computer do Radiohead, Dookie do Green Day, Revolver dos Beatles.