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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Música Nova dos Smashing Pumpkins

Eu estava vendo todos os recados do Twitter quando cheguei a casa e li sobre a música nova que os Smashing Pumpkins disponibilizaram em seu site. A notícia foi dada pelo Twitter do blog SRZD. Corri para ouvir e não me decepcionei. A Song for a Son tem a qualidade das composições de Billy Corgan. Toda a sua mania de perfeição podem ser percebidas na composição. A produção caprichada, indo de melodias tristes ao som mais pesado, faz parte de mais uma música de qualidade.

A faixa fará parte do novo disco, que será chamado Teargarden by Kaleidyscope e terá mais de quarenta canções. Para quem quiser baixar A Song for a Son, já existe uma versão ao vivo nos programas de compartilhamento de arquivo, como Kazaa e Soulseek. Se você quer escutar a versão de estúdio, clique aqui.

O Smashing Pumpkins não faz mais canções como Bullet With Butterfly Wings, que passava a sensação de "mil agulhadas no coração", como li certa vez nos bons tempos da Showbizz. Mesmo assim, A Song for a Son é um rock de qualidade. Escute o som novo e confira a letra abaixo.


This is a song for a son
This is a song for a sailor
The son I never had
This is a song for a kid
This is the song for a tailor
Who stitched up my old heart
Who stitched up my old heart

This is a song for dove
This is a song for a blown up bird
The kind that don’t return to the nest
This is a song for a star
This is a song for a space invader
Who flew into the sun
Never to return
Never to return

And I am one of many, many more to come, many more to come
And I am one of many more, many more to come, many more to come

This is a song for a son
This is a song for a sailor
The best I ever had
He sailed without map
This is a song for a kid
This is the song for a tailor
Who stitched up my old heart
Who stitched up my old heart
Before I broke it all apart

And I am one of many, many more to come, many more to come
And I am one of many more, many more to come, many more to come

You daughters of the revolution
Carry back your sons
Carry them back home
You daughters of the revolution
Carry back your sons
Carry them back home

And I am one of many, many more to come

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pode acreditar na Squadrus

O sentimento de ouvir uma música inédita e saber que aquilo já fazia parte do seu gosto musical antes mesmo de conhecê-la se chama identificação. Será que essa era a intenção que a banda Squadrus perseguia com a música chamada Acreditar? É um puro rock nacional? É a influência dos anos 80, principalmente Legião Urbana? É o que acontece com quem cresceu ouvindo todos os estilos dos anos 90? Ou é a influência de algumas bandas que tentam recuperar o dito rock clássico nos anos 2000?

Chegar a uma conclusão é muito complicado. O fácil mesmo é se perder no meio da melodia familiar, dos acordes agradáveis e dos efeitos do vocal, que não tiraram sua clareza. Acreditar é a primeira amostra do trabalho autoral da Squadrus, banda que responde a todas essas perguntas acima com rock 'n' roll com letra e música de primeira. É sentimental (não confunda com sentimentalismo) e vai te conquistar pelo ouvido. Basta acreditar!

Ficou com vontade de ouvir? Confira no MySpace da Squadrus. Se quiser deixar sua opinião sobre o som,  escreva um recado pra mim no Twitter.



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Uma entrevista Formidável

Em quase uma hora de conversa, é possível falar do rock na Bahia, da vinda para o Rio, de shows e de como se escolhe uma família formidável. Damm, vocalista da Formidável Família Musical, falou sobre tudo isso com muita simpatia e naturalidade - grandes valores da banda. Ele se disse um cara tradicionalista, mas deve muito do reconhecimento que a banda vem adquirindo às novidades da Internet. Além, é claro, à qualidade do som. Damm (voz e violão), João Abdala (bateria e backing vocal), Daniel Corbacho (baixo e backing vocal), Alberto Kury (teclado, escaleta e backing vocal) Karen Tribuzy (percussão) estão no Twitter, Orkut e MySpace.


Confira os principais trechos desse bate-papo a seguir:

De Salvador para o Rio de Janeiro

A gente já tinha bastante tempo de banda, três, quatro anos. Era a ZecaCuryDamm, mas o Zeca saiu, o Cury saiu. Agora a coisa está se centrando mais em mim mesmo, Damm e a Formidável Família Musical. Isso tudo foi evoluindo, acontecendo, e as pessoas foram acompanhando. Salvador é uma cidade bem menor do que o Rio de Janeiro. A Bahia é um estado imenso, mas Salvador é um ovo. O pessoal fala que o Rio é um ovo, então Salvador é a gema (risos). Então não dá pra fazer que nem com a FFM, que a gente não pára, toca num shopping, toca na Zona Sul, toca no Recreio. Em Salvador não dá para fazer isso porque enjoa. O público não vai te ver tanto. Tem muito lugar, tem excesso de banda, mas a questão é que o público é pequeno. Foi muito legal, mas não estourou como a gente achava que ia estourar. E eu sou carioca. Minha família toda é carioca. Eu sou o mais baiano (risos). Cresci lá, dos sete anos até agora, com 31 anos. Faz um ano que estou aqui. Estou com 32 anos agora.


O que é a Formidável Família Musical?

Eu tenho consciência que a Formidável é um trabalho para estourar, para ser pop. Não no sentido pejorativo, mas no sentido de que é acessível para todo mundo, uma coisa que é bem trabalhada, que tem uma preocupação. Eu acredito muito na Formidável. É para criança, para adulto, para adolescente. É que nem o Lulu Santos, todo mundo ouve Lulu Santos. É uma música que é atemporal, para qualquer idade. Os músicos da Formidável são um termômetro bacana por serem daqui do Rio. Eles sempre dizem que tem banda que toca há muito tempo e não consegue essa abertura que a gente está conseguindo.


Como essa Família se reuniu?

Isso aí é muito engraçado. Foi tudo pela Internet mesmo. Lógico que eu contei com uma ajuda dos amigos. A gente trabalha não em cima de um gênero musical, mas de um estado de espírito. É como eu falei, liguei para meus amigos aqui no Rio para falar que estava precisando de uma banda. Outros eu procurei pelo Orkut, pelo MySpace. Eu colocava, por exemplo, “baterista beatles rio de janeiro”. Aí apareciam várias coisas: um cara com cara de Heavy Metal, nada contra, mas esse cara não tem muito a ver com a Formidável, tinha moleque de doze anos, tinha menina, uma japinha. O João (baterista), eu achei assim. Vi a foto dele com várias coisas de Beatles, ouvi ele tocando no MySpace. O Daniel (baixista) foi por indicação de amigo que me disse que conhecia um baixista com a mesma pegada. E aí conheci a galera, e fui juntando. Eu decidi esse nome ainda em Salvador porque são amigos que cresceram ouvindo as mesmas coisas, cresceram ouvindo os mesmos discos. E todo mundo tem muito essa pegada alto astral. É a Formidável, uma palavra meio antiga. Eu sou um cara meio tradicionalista. E aí a galera se reuniu. Vamos falar de coisas boas!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Música!!!








Tudo começou bem cedo. Fica até difícil definir como uma coisa dessa entra na sua vida. Você vai conhecendo, aos poucos tudo vai fazendo um sentido diferente e, quando menos se espera, você não vive sem ela.

A dependência começa afetando diretamente o cérebro, o corpo, os movimentos e o jeito de pensar.

A Música tomou conta da minha vida desde a infância. Lembro de como eu ficava feliz e empolgado quando ouvia as músicas do Queen e do A-Ha, sucessos absolutos da fase inicial da minha vida.

Depois, mais perto da adolescência, eu gostava muito de Dance Music e digo isso com certa vergonha agora. Mas, sem que eu percebesse o Rock foi tomando seu espaço.

E, já que eu estava começando a gostar mais de Rock, nada mais propício do que aprender um instrumento. Tive que aprender bateria por insistência do amigo Diogo. Foi uma época de muito Britpop, Oasis, Blur, Beatles, Radiohead etc.

Mas, como já disse antes, é um caminho sem volta. Do Rock vai para o Blues e aí Jazz, Bossa Nova, MPB, Samba...

Não me corrijo mais. Vou passar o resto da vida colecionando música, cd, vinil, mp3, ouvindo em tudo que é canto. No computador, em casa, no trabalho, no celular, não há lugar que sobreviva sem música.

Ela é mais do que um adorno dos dias que passo. Ela significa parte inseparável da minha vida.





terça-feira, 15 de julho de 2008

Dark Side of the Moon

A história é muito simples. Eu pretendia comprar esse cd há anos. Deixei de comprar porque sempre foi muito caro e porque eu tinha outras prioridades. Certa vez, eu entrei na loja com o intuito de comprar o Dark Side of the Moon, mas acabei comprando o 13 do Blur, que tinha acabado de chegar às prateleiras.

Sábado eu entrei nas Lojas Americanas e vi o prisma de longe e o preço despertou minha atenção. Um clássico do Rock por R$ 15,00 é irrecusável. Não vou nem me prolongar muito em análises filosóficas e cinematográficas, mas só preciso alugar O Mágico de Oz para assistir ouvindo o cd.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Costello Music

Uma grata surpresa entre as bandas que surgiram nos últimos anos. Essa banda escocesa despertou meu interesse desde o momento em que vi uma vinheta na MTV que brincava com a nacionalidade dos integrantes por causa do nome vindo da terra do Calcio.


Como sabia que seria tarefa das mais ingratas conseguir esse disco aqui no Rio com o mesmo encarte e capricho do destinado às versões européias e americana, fiz questão de pedir ao meu primo, que na época estava ouvindo God Save the Queen todos os dias, que me trouxesse ou mandasse o disco de lá.

Já tinha baixado algumas músicas antes do cd chegar, mas, ainda assim, pude me surpreender com a qualidade do material. Costtelo Music é repleto de rocks pegajosos e muito bem produzidos. Impossível escutar e não ficar batendo o pé.

Essencial: Chelsea Dagger, Whistle for the Choir e Flathead.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Música

Se alguém pedir para eu explicar o que é música, serei obrigado a voltar um pouco no tempo. A minha relação com a música é longa. Tenho 25 anos, mas, desde os cinco de idade, eu tinha como obrigação ver clipes diariamente. Sempre antes de ir à escola, eu sentava pra ver A-Ha e Queen. Take on Me e Radio Ga Ga foram os sons da minha infância. Outra lembrança que me vem à cabeça é uma apresentação, na época do Jardim II, em que a turma fazia uma coreografia de dança para as meninas e de guitarristas para os meninos. Nossa, eu viajei naquele dia. Solos inspiradíssimos na guitarra de papelão. Tenho certeza de que eu ganharia qualquer concurso de Air Guitar.

Depois, eu sei que não havia uma trilha sonora para a minha infância, mas, com a chegada da adolescência, a suposta necessidade de afirmação fez com que eu deixasse de gostar de Dance Music e passasse a gostar, ou voltar a gostar, de rock. Por sorte, a metade da década de 90 foi recheada de bandas inovadoras. Perdi o auge do Nirvana. Acabei comprando algumas coisas, mas só comecei a gostar depois do suicídio do Kurt. Eu estava mais interessado em um som mais ensolarado, mais alegre do que o clima de Seattle. Nos anos de 1994 e 1995 bastava ligar o som na Rádio Cidade para ouvir Basketcase, She e When I Come Around. Eu telefonava todo dia, várias vezes para pedir as músicas do Green Day.

A MTV, em seus primeiros anos, era muito mais dedicada a primeira letra de sua sigla. Muitos clipes, programação diversificada e segmentada e horários sérios. Essa combinação preenchia o que eu queria naquela época. Por volta dos treze anos eu só queria ver clipes, assistir às maluquices do Cazé no Teleguiado, descobrir bandas novas no Lado B e ver a Sabrina de biquíni dos programas gravados nas praias.

Eu estava aprendendo na marra a tocar bateria. Já gostava, por causa do grande amigo Diogo, a gostar mais de Oasis do que de Green Day. Eu, ele e o baixista Caio íamos ensaiar nossas versões de músicas que, pelo menos para nós três, eram clássicos. A gente tentava tocar Oasis, Verve e depois ia jogar bola no play do prédio do Diogo. Resolvi sair da Fire in the Sky porque não estava indo bem no colégio. Rock’n’ Roll tem um pouco disso. Primeiro é rebeldia, faz você o centro das atenções e preocupações. Depois vira coisa de nostálgico. Quem olhar minha mesa do computador verá meus vinis, mesmo que eu não tenha como convertê-los em mp3.

Além disso, bem atrás dessa mesa estão os meus duzentos e poucos cd’s. que eu não abro mão. Quero ver quem vai me convencer que baixar música na Internet substitui o prazer de comprar um álbum e ficar vendo encarte, letras. Já na faculdade, eu fui chamado por um amigo em comum do Rostan, ex-vizinho e vocalista de outra banda cover da qual participei, a Acquiesce, a tocar na Tioyama. Entrei, fiz uma letra, tentei mudar o nome da banda e não consegui. Acabei saindo no meio das gravações do cd demo. Não estava gostando de gravar e estava um pouco frustrado de tanto perder domingos de praia para poder ensaiar no bairro do Rio Comprido.

Por último, gostaria de falar apenas alguns shows que fui. Oasis, Rock in Rio III nos dias 14 e 21, Bush, Mamonas Assassinas, Barão Vermelho, Nando Reis, Skank, Capital Inicial, Jota Quest, Fat Boy Slim, Eric Clapton, Marisa Monte, Frejat, Brittos, Pearl Jam, Anna Carolina e Totonho Villeroy, Bad Religion, Paralamas do Sucesso, Alanis Morissette e por aí vai.


Discos essenciais: Costello Music dos Fratellis, Morning Glory e The Masterplan do Oasis, The Bends e Ok Computer do Radiohead, Dookie do Green Day, Revolver dos Beatles.