sexta-feira, 30 de maio de 2008

Dookie

Hoje, quando liguei meu mp3, a primeira música que tocou foi basketcase do Green Day. Dookie foi um dos primeiros cds que comprei, ainda na época do Boulevard original. Quem mora na Tijuca e redondezas sabe o quanto esse supermercado é importante na região. Bom, mas falando do Green Day é preciso destacar que esse é um dos principais discos dos anos 90. Lançado em 1994, marcou o auge do que foi conhecido como Punk Pop, do qual faziam parte outras bandas como Offspring, por exemplo. Há bandas que é impossível não gostar de pelo menos uma música, e o trio liderado pelo Billie Joe e sua Fender cheia de adesivos é um deles.

Essencial: Basketcase, She, When I Come Around

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Audioteca

Ao longo dos últimos catorze anos, eu já gastei muito com cds e não me arrependo nem um pouco disso. O valor gasto pode até ter me deixado mais pobre, mas também contribuiu muito para meu lazer, para os momentos bons e ruins. Não vou ficar aqui escrevendo um tratado sobre a importância da música, nem voltar ao assunto que tratei no último post.

A partir de hoje, vou publicar aqui a minha audioteca (esse será o nome porque cdteca é muito feio). Além da capa de cada um dos discos que possuo, será publicado um breve resumo sobre as minhas impressões sobre o cd e sobre as histórias relacionadas a ele.



O critério de seleção será baseado no que eu escuto diariamente, será o meu cd de cabeceira. Para começar: Ocean Colour Scene - Marchin' Already

Esse é um disco clássico do auge do britpop dos anos 90. Lançado em 1997, época de sucesso absoluto de Oasis, Radiohead e afins, foi encontrado quando eu já conhecia algumas músicas por assistir todas as edições do Lado B na MTV. Estava andando pelo Iguatemi e resolvi entrar numa loja de cds atraído pelo anúncio de promoções no interior da loja. Lá estava o Ocean Colour Scene perdido em meio aos cds de forró. Foi só R$ 7,00, mas não tem preço.

Escute Debris Road, Hundred Mile High City e All Up

segunda-feira, 10 de março de 2008

Música

Se alguém pedir para eu explicar o que é música, serei obrigado a voltar um pouco no tempo. A minha relação com a música é longa. Tenho 25 anos, mas, desde os cinco de idade, eu tinha como obrigação ver clipes diariamente. Sempre antes de ir à escola, eu sentava pra ver A-Ha e Queen. Take on Me e Radio Ga Ga foram os sons da minha infância. Outra lembrança que me vem à cabeça é uma apresentação, na época do Jardim II, em que a turma fazia uma coreografia de dança para as meninas e de guitarristas para os meninos. Nossa, eu viajei naquele dia. Solos inspiradíssimos na guitarra de papelão. Tenho certeza de que eu ganharia qualquer concurso de Air Guitar.

Depois, eu sei que não havia uma trilha sonora para a minha infância, mas, com a chegada da adolescência, a suposta necessidade de afirmação fez com que eu deixasse de gostar de Dance Music e passasse a gostar, ou voltar a gostar, de rock. Por sorte, a metade da década de 90 foi recheada de bandas inovadoras. Perdi o auge do Nirvana. Acabei comprando algumas coisas, mas só comecei a gostar depois do suicídio do Kurt. Eu estava mais interessado em um som mais ensolarado, mais alegre do que o clima de Seattle. Nos anos de 1994 e 1995 bastava ligar o som na Rádio Cidade para ouvir Basketcase, She e When I Come Around. Eu telefonava todo dia, várias vezes para pedir as músicas do Green Day.

A MTV, em seus primeiros anos, era muito mais dedicada a primeira letra de sua sigla. Muitos clipes, programação diversificada e segmentada e horários sérios. Essa combinação preenchia o que eu queria naquela época. Por volta dos treze anos eu só queria ver clipes, assistir às maluquices do Cazé no Teleguiado, descobrir bandas novas no Lado B e ver a Sabrina de biquíni dos programas gravados nas praias.

Eu estava aprendendo na marra a tocar bateria. Já gostava, por causa do grande amigo Diogo, a gostar mais de Oasis do que de Green Day. Eu, ele e o baixista Caio íamos ensaiar nossas versões de músicas que, pelo menos para nós três, eram clássicos. A gente tentava tocar Oasis, Verve e depois ia jogar bola no play do prédio do Diogo. Resolvi sair da Fire in the Sky porque não estava indo bem no colégio. Rock’n’ Roll tem um pouco disso. Primeiro é rebeldia, faz você o centro das atenções e preocupações. Depois vira coisa de nostálgico. Quem olhar minha mesa do computador verá meus vinis, mesmo que eu não tenha como convertê-los em mp3.

Além disso, bem atrás dessa mesa estão os meus duzentos e poucos cd’s. que eu não abro mão. Quero ver quem vai me convencer que baixar música na Internet substitui o prazer de comprar um álbum e ficar vendo encarte, letras. Já na faculdade, eu fui chamado por um amigo em comum do Rostan, ex-vizinho e vocalista de outra banda cover da qual participei, a Acquiesce, a tocar na Tioyama. Entrei, fiz uma letra, tentei mudar o nome da banda e não consegui. Acabei saindo no meio das gravações do cd demo. Não estava gostando de gravar e estava um pouco frustrado de tanto perder domingos de praia para poder ensaiar no bairro do Rio Comprido.

Por último, gostaria de falar apenas alguns shows que fui. Oasis, Rock in Rio III nos dias 14 e 21, Bush, Mamonas Assassinas, Barão Vermelho, Nando Reis, Skank, Capital Inicial, Jota Quest, Fat Boy Slim, Eric Clapton, Marisa Monte, Frejat, Brittos, Pearl Jam, Anna Carolina e Totonho Villeroy, Bad Religion, Paralamas do Sucesso, Alanis Morissette e por aí vai.


Discos essenciais: Costello Music dos Fratellis, Morning Glory e The Masterplan do Oasis, The Bends e Ok Computer do Radiohead, Dookie do Green Day, Revolver dos Beatles.

sábado, 1 de março de 2008

Mea culpa

Peço licença para quem já leu esse blog, mas também peço desculpas. O texto de hoje é uma apresentação e um pedido de desculpas. Já publiquei três textos, a Camila já escreveu um sobre o Ben Harper e não sei se esse é o pensamento de todos, mas, como muita gente pode vir parar aqui por acaso, é necessário que as pessoas saibam quem são os fosforiladores. Isso pode ter cara de pauta jornalística e é mesmo. Estou me dando o direito de pedir aos colaboradores que se expressem sobre gostos pessoais e características pessoais.
Tudo bem, eu sei que os perfis que temos que preencher durante o cadastro do Google servem justamente para isso. Ainda assim, fica claro que aquele espaço é reservado e restringe o que gostamos de verdade. Até mesmo nos censuramos por ser um espaço que pode ser dito oficial. O blog não é. Quero que os fosforiladores escrevam o que fazem eles serem fosforiladores.
O que faz cada um de nós experimentar, ler, ir ao cinema, sair de casa? Não é um egocentrismo. Não considero que os autores desse blog sejam um grupo à parte. No entanto, estamos aqui e queria que cada um se mostrasse um pouco mais. Dessa forma, quem vier aqui não vai precisar abrir esses links ao lado. Quero saber quem vai começar com os textos reflexivos. Ainda estão faltando alguns fosforiladores para entrarem na equipe.